Dica do Especialista

Câncer Colorretal - CCR

Câncer Colorretal - CCR

10/10/2018 às 15:17

O câncer colorretal é uma doença heterogênea no que se refere ao desenvolvimento e comportamento biológico e causada pela interação de fatores genéticos herdados ou não e de fatores ambientais.
Nos Estados Unidos, o CCR, corresponde a 10% de todas as neoplasias. No Brasil, o índice é semelhante. Nos homens, é a terceira causa de morte, ficando atrás apenas dos canceres de próstata e pulmão, já nas mulheres, é o segundo câncer que mais mata, ficando atrás somente do câncer de mama. Estima-se que 5% das pessoas irão desenvolver o CCR em algum momento de suas vidas. De acordo com o instituto Nacional de Câncer (INCA), no ano passado, surgiram mais de 34 mil casos no Brasil.
Segundo dados do A.C Camargo Câncer Center, há um crescimento preocupante entre jovens, antes dos 40 anos, em torno de 20% do total de casos.
O corpo dá sinais e é essencial dar a devida importância a estes sinais: os sintomas mais frequentes vão desde a perda de peso, alterações do ritmo intestinal, anemia, dor abdominal, cansaço frequente e chegam até ao sangramento via anal.
Na presença destes sinais, procure um médico. O objetivo é identificar os pacientes de maior risco, sem sinais e/ou sintomas que devem ser submetidos a um rastreamento pela colonoscopia, que é a endoscopia do intestino.
Entenda melhor os níveis e quais são fatores de risco e quando é importante realizar os exames de acompanhamento:
Risco médio - idade maior ou igual a 50 anos, se normal realizar a colonoscopia a cada 5 anos.
Risco intermediário - Hereditariedade (157% a mais de incidência do CCR) Parentes de primeiro grau de pessoas com pólipos (adenoma ou serrilhado) ou câncer intestinal, são aconselhados a realizar a colonoscopia aos 40 anos ou cinco anos antes. Se normal, repetir em 5 anos.
Risco alto - mulheres com câncer de mama, ovário ou útero, estas devem se submeter aos exames assim que possível e se normal repeti-los a cada 5 anos.
Aqueles que já tiveram câncer de intestino devem realizar os exames a cada 1 ou 2 anos.
Aos portadores de doenças inflamatórias como Crohn e retocolite é recomendável iniciar a colonoscopia para rastreamento 7 anos após diagnóstico das doenças.
O tabagismo aumenta as chances em 51%, assim como o sedentarismo e obesidade aumentam as chances em 33%, dieta rica em carne vermelha e processada com baixo teor de fibra; vírus HPV, doença inflamatórias intestinais e álcool também são fatores que influenciam no desenvolvimento da doença.
A história natural mostra que, geralmente, este tipo de câncer tem início na camada da mucosa onde existem os pólipos ou áreas de displasia. Esta associação entre adenoma (pólipo) e o câncer foi descrita por Morson, em 1978 e por isso a Sociedade Americana de Câncer, orienta que os exames para detecção precoce iniciem a partir dos 45 anos de idade, nos casos de existência de pólipos.
A colonoscopia é o principal exame para a detecção precoce e/ou diagnóstico e tratamento de câncer colorretal, exame este realizado de forma segura e confortável, por equipes multidisciplinares. O exame permite uma visualização completa de todos os segmentos do intestino. Na dinâmica, a colonoscopia permite a abordagem das lesões, realiza biópsia para classificação microscópica e possibilita a definição das formas de tratamento.
Existem procedimentos complementares terapêuticos complexos, feitos conjuntamente com a colonoscopia, como a polipectomia e a mucosectomia que permitem a retirada de lesões benignas e malignas precocemente, durante o procedimento. Permitem ainda, realizar a marcação (tatuagem) para identificar os locais para futuras cirurgias.
As formas mais avançadas de câncer colorretal, devem ser avaliadas também por exames de tomografias, ressonâncias magnéticas, PET SCAN para detecção de situações de metástases, e definição de tratamentos cirúrgicos e paliativos.
Em breve, o câncer será domado, se não abatido.
O avanço da tecnologia e o domínio da genética, nos próximos dez anos, tornará uma doença fatal em uma doença crônica, como hipertensão e diabetes.

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Dr. José Geraldo Favalesso
Especialidade: Endoscopia Digestiva
Graduação: Medicina na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Titulação: Endoscopia Digestiva pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED)
Atuação Profissional: Endoscopia Digestiva Adulto e Pediátrica
 
Dr. Roberto Luis Marques de Freitas CRM-MT 2936
Diretor Técnico Responsável CRM-PJ 934
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